sexta-feira, 14 de maio de 2010

Conceito A em excelência social


Você já conquistou seu certificado de CONCEITO A em excelência SOCIAL?

Se sim parabéns, você já pode caminhar com orgulho em nossa sociedade. Ops! Nossa não, corrigindo. Pela sociedade. Já que não consegui nem ao menos um mísero conceito C. Não vou mentir em dizer que desisti sem tentar. Entretanto é muito trabalho braçal, mental e exige sacrifícios inimagináveis. Como muitas vezes não ter escrúpulos, pudores e se entregar a um regime de normas muito rígidas para alcançar uma excelente e magra aparência e uma pesada e gorda conta bancária. Fiz justamente o contrário, confesso. E com isso consegui ser discriminado duas vezes: primeiro pelos sortudos do conceito A, segundo por aqueles que buscam incansavelmente esse patamar tão exuberante. Ah podem me criticar mais uma vez, já que muitas vezes o fazem naturalmente, mas não estou a dizer que querer estar bem consigo mesmo, com saúde e com muito dinheiro no bolso seja algo ruim. Longe de mim essa idiotice. O que sinceramente não entendo é que será que não vêem que está faltando alguma coisa nessa composição tão aparentemente perfeita. Pelo conceito de harmonia de sociedade, o Conceito A em excelência social não deveria ter o pré-requisito de tratar bem as pessoas ao seu redor? De respeitar o direito de individualidade. De não menosprezar aqueles que ao invés de ficar escutando uma zuada repetitiva que só usa vogais, movimentos de abaixar e levantar, ir para frente ou para trás, dar uma reboladinha ou usar apelidos carinhosos para órgãos genitais, prefere ouvir um Caetano, Djavan, um Vander Lee, um Chico, Cesar ou de Holanda. Respeitar a decisão daqueles que preferem o prazer mais tranqüilo de um livro, um teatro ou um concerto a momentos de alegria numa mesa de um bar ou numa Rave tumultuada. Respeitar quando se deixa de pagar por uma roupa de grife pra pagar a mensalidade da faculdade ou de um cursinho só pra tentar crescer um pouquinho na escala dos conceitos. Entender que nem todos nascem livres do peso da pobreza, da pouca beleza externa, livres de escolherem as ferramentas que vão usar para compor seu caminho. Os filósofos dizem que cada um tem a liberdade de construir seu caminho, mas digo que as ferramentas dessa construção você herda quando nasce e se percebe gente no meio de nossa tão “acolhedora” sociedade.
Na minha opinião, O “ninguém é melhor que ninguém” é uma mentira deslavada. Sou preconceituoso com as pessoas de má coração. Se você é uma pessoa boa, prestativa, respeita a individualidade de cada um, ao invés de criticar elogia, ao invés de humilhar exalta o próximo, não condena antes de conhecer a verdade você é muito melhor do que alguém que não faz nada disso. Mesmo que esse alguém tenha uma ótima aparência e seja podre de rico.
Ser bom é que devia estar atual e na moda.


Ps: Veja pelo lado bom, se você já é lindo e rico mas ainda não começou a tratar o próximo com respeito e carinho, falta tão pouquinho. Comece! E eu que sou feio e pobre e ainda estou aprendendo a lidar com o próximo? Aff! Que trabalhão. Nem sei por onde começar.


Leometáfora

2 comentários:

Mila disse...

Adorei teu texto, e tens toda razão...
No fim das contas devemos tratar as pessaos como gostariamos que fossemos tratados, se assim fosse o mundo seria menos preconceituoso e conturbado.
Bjs
Mila

Anderson (Del) disse...

Ah... se estivéssemos rodeados de pessoas que buscassem a verdadeira essência do conceito "A" em sociedade... às vezes olho para os lados e tenho dúvidas se isso não é utopia!!

PLACA - MÃE!!!!!!

parabéns meu querido pelo excelente blog.
Grande Abraço